
Desde o momento em que recebi o diagnóstico, em meados de 2016, compreendi que a artrite reumatoide (AR) não tem cura. No entanto, entendi que com a prática regular de atividade física, é possível envelhecer com qualidade de vida e manter a mobilidade. Desde então, adotei um estilo de vida ativo. Costumo brincar que a AR é preguiçosa: quando saio para treinar, ela fica quietinha, dormindo.
Há nove anos, essa decisão se tornou uma prioridade para mim, e sou grato diariamente por ter disposição para seguir ativo e desfrutar de uma vida absolutamente normal — na verdade, melhor do que antes do diagnóstico.
Meu médico enfatiza que a prática de exercícios físicos faz parte do tratamento da AR, pois auxilia no seu controle. Na minha experiência, isso se confirma plenamente. Durante os períodos em que deixei de me exercitar, percebi claramente os impactos negativos dessa interrupção.
Muitas pessoas me perguntam qual é o melhor tipo de exercício. Sempre respondo o que ouvi certa vez em um podcast: “O melhor exercício é aquele que você gosta e com o qual se identifica.” É fundamental respeitar os limites do corpo, o nível de dor e as orientações dos profissionais de saúde. No entanto, escolher uma atividade prazerosa facilita muito a manutenção da rotina de exercícios.
A combinação entre atividade física e repouso adequado para recuperação é essencial para pessoas com AR. Muitos desanimam e interrompem a prática de exercícios durante crises de dor, fadiga e inflamação, o que é compreensível. No entanto, assim que a medicação faz efeito e os sintomas são controlados, o ideal é retomar gradualmente a atividade física.
Costumo ver o exercício como uma poupança para minha saúde ao longo da vida. Se a vida não é uma corrida de 100 metros rasos, mas sim uma maratona, a dedicação de hoje trará benefícios no futuro.
Melhores exercícios para artrite reumatoide
Alongamento
O alongamento matinal ajuda a reduzir a rigidez e a manter as articulações flexíveis, melhorando a mobilidade para as atividades diárias. Profissionais de educação física e fisioterapeutas podem orientar sobre técnicas adequadas. Atualmente, há muitos recursos acessíveis para aprender sobre o tema.
Musculação
O fortalecimento muscular protege as articulações e garante maior independência dos movimentos. Esse é um aspecto fundamental não apenas para pessoas com AR, mas para qualquer um que deseje manter a qualidade de vida.
Caminhada, Corrida, Ciclismo e Natação

Essas atividades melhoram a função cardiovascular e pulmonar. A caminhada, por exemplo, além de preservar a mobilidade articular, auxilia na redução da dor.
O ciclismo e a natação são de baixo impacto e contribuem para a saúde cardiovascular, o fortalecimento muscular e a redução da rigidez matinal. A natação, em particular, também tem efeitos terapêuticos e anti-inflamatórios.
A corrida, que é minha principal modalidade, exige maior cautela devido ao impacto articular. Por isso, mantenho um equilíbrio entre alongamentos e musculação para proteger minhas articulações.
Pilates e Yoga
Estas são atividades altamente recomendadas, pois ajudam a aliviar o estresse e a tensão muscular, melhoram a postura, fortalecem os músculos e aumentam a mobilidade articular. Estudos indicam que pessoas com AR que praticam yoga apresentam redução da dor e do inchaço das articulações, além de melhora no humor.
De forma resumida, essas são algumas das atividades que podem contribuir positivamente para o tratamento da AR e para uma melhor qualidade de vida.
Independentemente do exercício escolhido, é fundamental conversar previamente com o reumatologista e obter as devidas orientações para praticá-lo com segurança e extrair seus benefícios.
No início, é comum sentir dores musculares e descobrir músculos que nem sabíamos que existiam (risos). No entanto, manter a constância é essencial. Mesmo que seja necessário reduzir a frequência, o importante é continuar. Com cerca de um mês de prática regular, os benefícios começam a aparecer, o que aumenta a motivação para seguir ativo.
Bons treinos!