Descobrindo o Autocuidado: Lições de uma sessão de Yoga.

Hoje eu me permiti algo simples, mas profundo: parei tudo e fui fazer uma aula de yoga. Mudei os planos da manhã não para “performar” ou postar, mas para conhecer.

Conhecer um pouco mais do meu corpo, do meu silêncio e dos limites que ele vem tentando me mostrar há algum tempo.

Viver com uma doença autoimune é caminhar todos os dias num território delicado entre o controle e a entrega. A gente aprende a conviver com sintomas, exames, medicamentos, consultas… mas muitas vezes esquece de conviver com a gente mesmo. E foi por isso que hoje, ao entrar no estúdio me acalmar e fechar os olhos, eu percebi o quanto estava precisando apenas sentir.

O autocuidado vai além do remédio. Considero que me cuido bem, pratico esportes, me alimento e durmo bem, mas tenho entrado muito num piloto automático e precisava fazer algo diferente.

Durante muito tempo eu achei que cuidar de mim era seguir a cartilha médica: tomar os remédios certos, manter os exames em dia e tentar “seguir a vida normalmente”. Mas o corpo tem uma forma muito clara de falar quando não está sendo ouvido. Ele grita através da dor, do cansaço, da inflamação.

A aula de yoga me lembrou que o autocuidado é sobre acolher o que eu sou hoje, não o que eu fui antes, nem o que eu espero ser quando “melhorar”. É agora. É parar, respirar, alongar, ouvir o próprio ritmo. É sair do automático. Vivemos tanto no automático que esquecemos de coisas simples como parar e respirar, sentindo a respiração de verdade.

Quando a gente se escuta, o corpo agradece.

Enquanto me movimentava lentamente, percebi que cada parte do meu corpo carregava uma história. Algumas tensões que eu nem sabia que estavam ali. E outras que estavam reclamando há dias. Mas a cada respiração consciente, vinha um pouco de paz. Um alívio que não vinha de fora, mas de dentro.

E é isso que o autocuidado proporciona: uma reconexão com o que somos, mesmo quando as coisas parecem bagunçadas.

Cuidar de si não é egoísmo, é amor próprio e aos seus que gostam e precisam de você. A maior prova de amor que podemos dar para quem gostamos e nos cuidarmos para estarmos bem e conseguir cuidar deles.

Se tem algo que aprendi com a experiência de hoje é que cuidar de mim não é luxo. É necessidade. Não é vaidade, é sobrevivência.

Finalizo com um convite

Se você vive com uma condição autoimune, experimente se colocar no centro da sua atenção. Faça algo por você. Não precisa ser yoga. Pode ser uma caminhada , um banho mais demorado, escrever, dançar, meditar, ver um filme, séris ou simplesmente deitar e respirar fundo. Comece pequeno, mas comece com você.

Às vezes, o autocuidado não cura… mas conforta. E, em dias difíceis, isso já é muito.

Vamos em frente para mais uma grande semana com muito trabalho, esporte, disciplina e felicidade.

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